Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



A Procissão dos Passos da Graça

por aquimetem, em 19.03.14

A Procissão do Senhor dos Passos, de Lisboa, é a mais antiga do género e nela está a raiz de todas as demais que se fazem em solo português ou que já tenha estado abrigado à sombra da bandeira das Cinco Quinas. Como o culto a NS da Graça, também esta procissão deve a sua propagação aos frades Agostinhos  do Convento da Graça que, em 1587, autorizaram a fundação da Confraria de Vera Cruz e Passos de Cristo, ao  pintor Luís Alvares de Andrade. A Confraria tornou-se famosa e ganhou importância na cidade de modo que nos finais do século XVII passou a chamar-se Irmandade da Vera Cruz e  Passos de Cristo, e nessa condição institui a realização anual da Procissão do Senhor dos Passos da Graça. Procissão que por norma acontecia no 2º domingo da Quaresma ou na semana a seguir ao Carnaval, geralmente uma 5ª-feira,  e saía  da Igreja da Graça, onde se encontrava a imagem do Senhor dos Passos, luxuosamente vestida. Fazia o seu trajecto até à Igreja de São Roque, onde pernoitava e onde os devotos tinham a oportunidade de beijar os pés da imagem. No dia seguinte, 6ª feira pela tarde, iam Suas Majestades à igreja de São Roque assistir à missa e orar. Após isso, a Procissão seguia o seu percurso de regresso, pela Rua da Misericórdia, Largo do Chiado, Rua Garrett, Calçada Nova do Carmo até chegar ao Rossio e ao Largo de São Domingos. Daqui passava à Rua do Benformoso, Largo do Terreirinho, Calçada de Santo André, para chegar, já pela noite, à igreja da Graça onde se recolhia.

Actualmente a imagem do Senhor dos Passos é transportada para a igreja de São Roque, não em procissão, e o  memo sucede com a imagem de Nossa Senhora da Soledade para a igreja de São Domingos. Ambas se separam do seu solar da Graça por alguns dias para voltarem a juntar-se no momento do "Encontro" que acontece no Largo de São Domingos, e aconteceu no passado domingo, dia 16.

Aguardando a chegada da Procissão que desce do Bairro Alto, o Padre Vítor Gonçalves, prior de Santa Justa e Santa Rufina, com o acólito José Nunes a seu lado, está preparado à porta da sua igreja para no momento do "Encontro" recordar aos circunstantes o significado da cena.

  

 Entretanto o cortejo encabeçado pelo pendão da Real Irmandade da Santa Cruz e Passos da Graça chega ao Lg. de São Domingos

Muitas irmandades, paróquias, instituições e associações religiosas, civis e militares vêm integradas numa Procissão carregada de simbolismo cristão que para o padre Nuno Tavares, pároco da Graça, ao abordar a importância desta evento em tempo de Quaresma na Lisboa de hoje, mereceu este comentário: "Há uma felicidade diferente, que se vê até muito no fim da própria procissão", explica. "Exprimimos aquele que é o conteúdo da nossa fé, perante os outros e até perante nós. É bom sentirmos que estamos a percorrer as ruas da nossa cidade. E os outros não ficam indiferentes de maneira nenhuma". 

  Integrado vêm também um bom punhado de homens valentes para aguentar com o peso dos  andores. O do Senhor dos Passos, desde São Roque até São Domingos; depois de São Domingos à Graça, mais o de Nossa Senhora da Soledade. Como curiosidade li de António Stichini que o trajecto tem a mesma distância da 'Via Crucis' de Jerusalém por determinação  do instituidor da procissão, em 1587

 

 

 E com uma boa parte do tradicional percurso feito, descendo de São Roque, pelo Largo Trindade Coelho, Rua da Misericórdia, Rua Garrett, Rua do Carmo e  Lg. 1º de Dezembro,  a Procissão chega ao Largo de São Domingos, um dos pontos altos desta festa, com a cerimónia do Encontro do Senhor dos Passos com sua mãe, Nossa Senhora da Soledade.

 

 O andor do Senhor abranda a marcha e de dentro da igreja sai ao seu encontro o andor de Nossa Senhora. É o Encontro amoroso da Mãe com o Filho.

 Este ano presidida pelo Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, o cortejo antes de prosseguir ouviu atentamente o que acerca do momento se ofereceu dizer com saber e convicção do Sr. Padre Vítor Gonçalves

 O tempo passava e por volta das 17:00h a Procissão deixava o Largo de São Domingos pela Rua D. Antão de Almeida, Travessa Nova de São Domingos, Rua da Palma, Praça do Martim Moniz, Calçada dos Cavaleiros, Calçada de Santo André e finalmente percorrida a distância que separa o Bairro Alto do Bairro da Graça. Da muitidão anónima cada um por si acompanhando a Cruz, com a sua cruz que mais ou    menos pesada todos carregamos

  

O vídeo dá uma breve mostra do momento do Encontro, e ouvir a voz do Padre Vitor Gonçalves

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:44


A batalha de Lepanto e o rosário

por aquimetem, em 01.10.13

 

          Gosto muito de visitar o pequeno, mas muito acolhedor, templo de Nossa Senhora da Vitoria, onde de Segunda a sexta-feira, se celebra Missa às 11:30h e o Santíssimo fica exposto, para adoração, até cerca das 18:00h. Hoje, dia 1 de Outubro, entrei lá da parte de manhã e dei com o Santo da semana,  Santa Teresinha do Menino Jesus, muito bem ornamentado, em trono improvisado, pois ontem, festejou-se o seu dia, 30 de Setembro. No altar-mor, o Santíssimo, exposto, é o Deus Vivo que a todos acolhe e atende.

  

          Um bom lugar, da Baixa-Chiado,  para visitar neste mês de Outubro ou Mês do Rosário, com acessos fáceis, neste caso mesmo à saída do Metro, na Rua da Vitória.

          E porque se falou do Mês do Rosário e amanhã, 2 de Outubro, faz anos que São Josemaria Escrivá,  por inspiração divina, fundou o Opus Dei, e para o qual, o Santo Rosário tanto interesse tinha que, o recomendou como norma aos seus filhos e filhas da Prelatura. E dessa antiga e piedosa devoção,  aproveito para  transcrever um curioso resumo histórico que dela fez João César das Neves:

          O Papa João Paulo II decidiu celebrar as suas bodas de prata papais com uma oração: o Rosário da Virgem Maria. Dado que é apenas a quarta vez na História que a Igreja celebra os 25 anos de um pontificado – depois de S. Pedro, que foi Papa do ano 32 a 67; do beato Pio IX, Papa de 16 de Junho de 1846 a 7 de Fevereiro de 1878; e do seu sucessor Leão XIII, Papa de 20 de Fevereiro de1878 a 20 de Julho de 1903 –, esta decisão tem grande relevo histórico e profético

 

  1. O Nascimento do Rosário

 

          O Rosário é uma oração cuja origem se perde nos tempos. A tradição diz que foi revelado a S. Domingos de Gusmão (1170-1221), numa aparição de Nossa Senhora, quando ele se preparava para enfrentar a heresia albigense.

Parece não haver muitas dúvidas de que o Rosário nasceu para resolver um problema importante dos novos frades mendicantes. De facto, os franciscanos e dominicanos estavam a introduzir um novo tipo de ordem religiosa no século XII, em alternativa aos antigos monges, sobretudo Beneditinos e Agostinhos. Estes, nos seus mosteiros, rezavam todos os dias os 150 salmos do Saltério. Mas os mendicantes não o podiam fazer, não só por causa da sua pobreza e estilo de vida, mas também porque em grande parte eram analfabetos.

Assim nasceu, nos dominicanos, o Rosário, o “saltério de Nossa Senhora”, a “Bíblia dos pobres”, com 150 Ave-Marias. Um pouco mais tarde, em 1422, pelas mesmas razões, os franciscanos criaram a Coroa Seráfica, uma oração muito parecida, mas com estrutura ligeiramente diferente (tem sete mistérios, em honra das sete alegrias da Virgem, os mistérios Gozosos, trocando a Apresentação no Templo pela Adoração dos Magos e os dois últimos Gloriosos, acrescentando mais duas Ave-Marias em honra dos 72 anos da vida de Nossa Senhora na Terra).

Mas é preciso dizer que, nessa altura, não havia ainda a Ave-Maria. Já desde o século IV se usava a saudação do arcanjo S. Gabriel (Lc 1, 28) como forma de oração, mas só no século VII ela aparece na liturgia da festa da Anunciação como antífona do Ofertório. No século XII, precisamente com o Rosário, juntam-se as duas saudações a Maria, a de S. Gabriel e a de S. Isabel (Lc 1, 42), tornando-se uma forma habitual de rezar. Em 1262 o Papa Urbano IV (papa de 1261-1264) acrescenta-lhes a palavra “Jesus” no fim, criando assim a primeira parte da nossa Ave-Maria.

Só no século XV se acrescenta a segunda parte de súplica, tirada de uma antífona medieval. Esta fórmula, que é a actual, torna-se oficial com o Papa Pio V (1566-1572). Grande reformador no espírito do concílio de Trento (1545-1563), S. Pio V é o responsável pela publicação do Catecismo, Missal e Breviário Romanos surgidos do Concílio, que renovam toda a vida a Igreja. Foi precisamente no Breviário Romano, em 1568, que aparece pela primeira vez na oração oficial da Igreja a Ave-Maria.


          2. A Batalha de Lepanto e a festa de Nossa Senhora do Rosário

 

O contributo de S. Pio V, um antigo dominicano, para a história do Rosário não se fica por aqui. O grande reformador criou também o último grande momento da antiga Cristandade, a unidade dos reinos cristãos à volta do Papa. Os turcos otomanos, depois do cerco e queda de Constantinopla em 1453, o fim oficial da Idade Média, e das conquistas de Suleiman, o Magnífico (1494-1566, sultão desde 1520), estavam às portas da Europa. Dividida nas terríveis guerras entre católicos e protestantes, a velha Europa não estava em condições de resistir. O perigo era enorme.

Além de apelar às nações católicas para defender a Cristandade, o Papa estabeleceu que o Santo

Rosário fosse rezado por todos os cristãos, pedindo a ajuda da Mãe de Deus, nessa hora decisiva. Como resposta, houve um intenso movimento de oração por toda a Europa. Finalmente, a 7 de Outubro de 1571a frota ocidental, comandada por D. João de Áustria (1545-1578), teve uma retumbante vitória na batalha naval de Lepanto, ao largo da Grécia. Conta-se que nesse mesmo dia, a meio de uma reunião com os cardeais, o Papa levantou-se, abriu a janela e disse “Interrompamos o nosso trabalho; a nossa grande tarefa neste momento é a de agradecer a Deus pela vitória que ele acabou de dar ao exército cristão”.

A ameaça fora vencida. Este foi o último grande feito da Cristandade. Mas o Papa sabia bem quem tinha ganho a batalha. Para louvar a Vitoriosa, ele instituiu a festa litúrgica de acção de graças a Nossa Senhora das Vitórias no primeiro domingo de Outubro. Hoje ainda se celebra essa festa, com o nome de Nossa Senhora do Rosário, no memorável dia de 7 de Outubro.


         3. O rosário até João Paulo II

 

A partir de então, o Rosário aparece em múltiplos momentos da vida da Igreja. Já no fresco do Juízo Final, pintado por Miguel Ângelo (1475-1564) na Capela Sistina do Vaticano de1536 a1541, estão representadas duas almas a serem puxadas para o céu por um Terço. São as almas de um africano e de um asiático, mostrando a universalidade missionária da oração.

A 12 de Outubro de 1717, foi retirada do rio Paraíba uma imagem de Nossa Senhora com um Terço ao pescoço por três humildes pescadores, Domingos Martins Garcia, João Alves e Felipe Pedroso, em Guaratinguetá, São Paulo. Essa estátua, de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, foi declarada em 1929 Rainha e Padroeira do Brasil.

A Imaculada Conceiçãorezou o Terço com Bernadette Soubirous (1844-1879) nas aparições de Lourdes em 1858.

O Papa Leão XIII, «Papa do Rosário» – como lhe chama o Papa João Paulo II na sua Carta Apostólica O Rosário da Virgem Maria (16-10-2002), n.º 8 – dedicou mais de 20 documentos só ao estudo desta oração, incluindo 11 encíclicas.

Também o Beato Bártolo Longo (1841-1926) é um os grandes divulgadores do Rosário, como o refere a Carta Apostólica do Papa João Paulo II (n.º 8, 15, 16, 36, 43). Antigo ateu, espírita e sacerdote satânico, depois da sua conversão viu na intercessão de Nossa Senhora a sua única hipótese de salvação. Sendo advogado, em 1872 deslocou-se à região de Pompeia por motivos profissionais e ficou chocado com a pobreza, ignorância, superstição e imoralidade  dos habitantes dos pântanos.  Entregou--se a eles para o resto da vida. Arranjou um quadro da Senhora do Rosário, que fez vários milagres, e criou em 1873 a festa anual do Rosário, com música, corridas, fogo-de-artifício. Construiu uma igreja para essa imagem, que se veio a tornar no Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Pompeia. Fundou uma congregação de freiras dominicanas para educar os órfãos da cidade, escreveu livros sobre o Rosário e divulgou a devoção dos «Quinze Sábados» de meditação dos mistérios.

Outro grande momento da divulgação do Terço é, sem dúvida, Fátima. «Rezar o Terço todos os dias» é a única coisa que a Senhora referiu em todas as suas seis aparições. A frase repete-se sucessivamente, quase como uma ladainha, manifestando bem a sua urgência e importância. Numa carta do Dr. Carlos de Azevedo Mendes – um dos primeiros documentos escritos sobre Fátima – afirma-se: «Como te disse, examinei ou antes interroguei os três [pastorinhos] em separado. Todos dizem o mesmo sem a mais pequena alteração. Na base principal de tudo o que me dizem, deduzi “que a Aparição quer que se espalhe a devoção do Terço”».

A história do Rosário não pode terminar sem referir um momento decisivo desta evolução. A escolha do Papa João Paulo II de celebrar as suas bodas de prata pontifícias com o Rosário, acrescentando-lhe os cinco Mistérios Luminosos, é um marco importante na devoção. Mas a ligação do Papa a esta oração não é de hoje, como ele mesmo diz na Carta Apostólica: «Vinte e quatro anos atrás, no dia 29 de Outubro de 1978, apenas duas semanas depois da minha eleição para a Sé de Pedro, quase numa confidência, assim me exprimia: “O Rosário é a minha oração predilecta. Oração maravilhosa! Maravilhosa na simplicidade e na profundidade” (Idem, n.º 2)».

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:50


brincar ao Carnaval!

por aquimetem, em 24.02.10

Tasca do Ti Zé Rato

          Quem com medo à chuva ou ao frio se privou de assistir ou participar no desfile carnavalesco que na tarde de Domingo Gordo (dia 14) animou  a freguesia da Bajouca não sabe quanto perdeu! Primeiro porque tratando-se de um cortejo cujas oferendas a leiloar se destinavam às vítimas da catástrofe do Haiti tudo quanto à volta do evento fortalecesse a iniciativa era acção louvável e meritóra. Depois porque até nem chuveu durante toda a tarde, e o frio para ser combatido além da fulia teve na "tasca do ti Zé Rato" e na "tenda da Bajouca Centro"  febras, pão com chouriço e a boa pinga como fontes de calor e animação. 

          De facto a temperatura do ar nesse fim de semana não convidava a paseios, e por esse motivo eu proprio pequei  por perguicite quando no sábado, dia 13, fiquei à lareira em vez de ir  até ao Pisão onde decorreu o "Festival das Sopas" que muito concorrido a A.BAD promoveu. Mas no Domingo, manhã cedo, munido da objectiva vim para a rua (estrada), onde  pouco a pouco  vi  a zona envolvente ao adro da igreja ficar adornada com carradas de lenha, madeira e estrume que um povo generoso ofertou para leiloar.

          O cenário dessa manhã de domingo, por volta das 14h30 mudou radicalmente com o aproximar da formação e desfile do cortejo até junto do ponto de encontro: o adro da igreja. Nessa tarde a prestigiada associação musical da Bajouca SAMB trocou a farda por uma indumentária ao sabor da quadra e com seu maestro e o presidente da colectividade aqui os temos no comando do cortejo. Parabéns!

          O tema escolhido pela Bajouca Centro foi os "Espantalhos", uma homenagem etnográfica aos artifícios que as pessoas do campo usavam e ainda usam para afugentar os passaros. Com caras tão bonitas, e corpos tão bem enfeitados os passaros em vez de fugir, sentiam-se mas é atraidos. Tema bem urdido e interpretado!   

          "As cenouras" foi o tema que um grupo desgarrado de bajouquenses chamou a si interpretar e fazer desfilar no corso. Muito bom gosto!

          Dos Andreses o tema foram as "Maquinas de Lavar". Muito original!

          Do Vale de Baixo veio a carroça, sem burro, carregada com produtos que a terra dá  e a boa mesa aprecia. Também dos Salgueiros uma réplica ao grupo musical KGB, que pela Bajouca tem particular carinho, deu brilho ao desfile. 

          Não menos participativo e interveniente foi o grupo de jovens Alfa que escolheu para tema a visita de Bento XVI a Portugal. Com aquele bom humor que sem deixar de ser moderado pela boa formação cristã que lhes assiste, estes jovens souberam divertir e divertirem-se  sem resvalar para o que se  diz asneira. Força joventude!

          Aqui o Fernado da ti Maria Nova  tirar notas...

         E aqui um bajouquense disfarçado de ribatejano, outro de friorento, e de palhinha na cabeça dois maduros como pano de fundo...

           A Tasca do Ti Zé Rato em laboração.....

           "A tenda da Bajouca Centro" e a equipa da pesada..., sem a qual não há festa!

          Sem clientes não há comercio que resista, nem festa que se veja. Aqui parabéns ao Fernando Ladeira que para assistir ao Carnaval da Bajouca já é tradição vir de França propositadamente. Também eu, mas vou de Lisboa.

 

          Foi bom, mas se o tempo tivesse ajudado  podia ser melhor ao aguçar a vontade de brincar ao Carnaval!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 01:23


de novo a Portugal

por aquimetem, em 27.08.09

 

 

O casal Joaquim Afonso e Maria das Neves Afonso

          Radicado, há 50 anos, em terras de Santa Cruz, onde no município do Cruzeiro do Oeste, Estado de Paraná, é conceituado fazendeiro, o generoso bajouquense sr. Joaquim  Afonso mais uma vez veio visitar a terra que em 1931 o viu nascer e depois deixou partir em demanda de novos horizontes, sem que daí resultasse prejuízo para o sentimento bairrista que caracteriza o povo da Bajouca.Tanto da sua parte, como da parte da esposa, a monte-redondense D. Maria das Neves,  o clã de famílias numerosas é notório, o que obrigou o simpático casal a  andar numa roda viva para corresponder  aos muitos convites de familiares e amigos que pediram visita a suas casas e que  no curto  lapso de 05 de Julho a 16 de Agosto foi possível satisfazer.

No decorrer do animado convívio

          Dado que a  família Afonso é grande e o tempo para convidar a todos era pouco, um grupo dos familiares mais chegados tomou a iniciativa de promover um convívio em honra do distinto parente luso-brasileiro que teve lugar nos anexos do Café Sousa, na tarde do dia 1 de Agosto, e contou com a presença do irmão Manuel, das irmãs Emília e Luzia; e dos cunhados, Agostinho, Silvino, Bernardino, Virgílio, Maria e Beatriz , além dos muitos sobrinhos por parte destes casais.

 

Actuação do duo de acordeonistas que pode ser vista

em video

          Graças a um convite do seu sobrinho Carlos, presidente da Junta da Freguesia da Ilha, o convívio foi animado com um duo de acordeonistas e cantadores da vizinha freguesia da Ilha que mereceu os aplausos de todos os presentes. Foi uma tarde de são e alegre  convivio que reunio um bom número de membros da família Afonso da Bajouca e que o hospitaleiro bajouquense Joaquim Afonso, e sua dilecta esposa, por certo levam bem gravado na alma para lá longe na fazenda de São Miguel, do Cruzeiro do Oeste, recordar com saudade e ganhar coragem para em breve voltar de novo a Portugal.

 Foto colectiva dos participantes

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:49


Madeiras Afonso Lda.

por aquimetem, em 17.06.09

          Ainda não há muito, pessoa amiga, comentando as minhas habituais deslocações à capital do barro leiriense,  destacava o facto de a seguir as ver assinaladas por mim, com um ou outro evento ocorrido ali, onde um bom repasto nunca falha.  É natural, devo adiantar, que tal aconteça, pois são precisamente esses acontecimentos preanunciados que mais ou menos importantes pesam nessa minha deslocação. Mas nem todos os eventos são divulgados... Destes que  sem contar  se desencantam é que dá gosto pois  até abrem mais o apetite e sabem melhor descreve-los! No passado 10 de Junho, Dia de Portugal e de Camões, foi o que sucedeu.

          Em poucas linhas vou resumir: Desta vez mal tinha acabado de sair na paragem nº 4 da A17 e de pouco depois dar entrada na Rua Voluntários  25 de Novembro, para logo o homem forte da próspera empresa  MADEIRAS AFONSO LDA. (MA) me mandar abrandar a marcha e de viva voz convidar para um daqueles lanches que na Bajouca começam às 16h00 e findam depois das 24....

O dinheiro na mão dos bons administradores não é uma

muleta é uma  peça de trabalho. Que o diga o Ti Bernardino

           Acompanhado de um casal de familiares meus que de Vila Real desceram à zona Centro para passar um fim de semana prolongado lá me apresentei à hora marcada para ajudar a comer o reco que no espeto foi assado ao jeito de bajouquenses e de imigrantes ucranianos. Pelo que soube foram os empregados da firma MA que decidiram homenagear o dinâmico industrial Bernardino Afonso que no sábado anterior, dia 6,  havia celebrado a data do seu nascimento, ocorrido em 1932. Sem esperar aqui tomei parte em mais um daqueles convívios que só na Bajouca de Leiria se sabem fazer e viver. Parabéns e um bem haja ao Amigo Bernardino e familiares mais próximos.

Frota das Madeiras Afonso

 Empregados, colaboradores e amigos da firma MA

 

Dois vila-realenses, infiltrados e juntos ao espeto... 

Que pena perder o arroz de feijão, mas o reco não deixou... 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:10


só lá para Outubro...

por aquimetem, em 08.06.09

          Eis os grandes vencedores das eleições que hoje decorreram em Portugal para o Parlamento Europeu: Paulo Rangel, cabeça de lista do PSD, e Manuela Ferreira Leite, presidente do respectivo Partido e proponente do indiscutível vencedor.

          O grande derrotado aqui foi não tanto o PS, que também merece, mas o governo que do seu "celeiro"  imergiu e nos tem tramado a todos os portugueses, os quais não sendo parvos quando chega a hora de descarregar, é o que se vê... Até aqui brincou o Sócrates connosco, agora brincamos nós com ele. E o pior está para vir, mas só lá para Outubro....   

         

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:00


Os amigos são para as ocasiões!!!

por aquimetem, em 19.01.09

           No recente Congresso do PS, o líder e chefe do des(governo) deste País comprometeu-se  de na próxima legislatura não garantir trabalho, nem pão,  aos português, mas teve o cuidado de assegurar que o casamento homossexual vai ser um facto. Os amigos são para as ocasiões !!!

          Em noticia hoje divulgada pela Lusa, a "Associação  ILGA Portugal " congratula-se com compromisso de Sócrates. A ILGA  Portugal - Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénero - hei-a tanta coisa..., Na retaguarda!!! - é uma associação de gente  simpática e pacífica...,  que segundo Sócrates, os membros nela integrados ou que com ela se identificam merecem um tratamento carinhoso e  igual ao dos cidadãos  normais.  Segundo ele, o casamento homossexual destina-se  a "eliminar uma descriminação histórica, que não honra nenhuma sociedade aberta".  Ó meus amigos, fujam destes tipos  que querem esta sociedade aberta..., a todos os portugueses.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:34


dentro e fora do PSD

por aquimetem, em 17.04.08

          Aqui está uma das atitudes que muitos dos políticos deste País deviam tomar sempre que a maioria dos seus eleitores discordassem das  ideias e  projectos do eleito; por certo que a política passava a ter mais respeitabilidade e os portugueses a melhor saberem  votar...Tudo isto para louvar a atitude de Luís Filipe Menezes, que vendo-se criticado pelos de dentro e fora do PSD decidi-o esta tarde demitir-se  e convocar eleições directas para 24 de Maio.

          Prometeu também num repto a quem o tem criticado que "não está na corrida" ao cargo, e acrescentou que é "chegada a hora de ver os críticos nesta batalha. Não há desculpa, acrescentou  Menezes.

          Exemplar autarca com uma obra notável à frente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, de novo regressa ao lugar donde nunca devia ter saído; sobretudo numa altura em que a loucura (e não só) tomou conta dos políticos e dos partidos.

          Há que sair da confusão e mandá-los ao psiquiatra, ou  então mandá-los  para aquela banda ... que Alberto João Jardim sabe e de vez enquando manda para lá alguns... Nunca a coragem, nem a lígua  lhe faltem!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:36


haja paz, haja alegria!

por aquimetem, em 04.04.08

          A "Visita Pascal" ou, como se diz no Norte, o "Compasso", na Bajouca este ano só termina no 4º Domingo da Páscoa, dia 13 de Abril. Com duas paróquias para atender, o Sr. Padre Abel nem com a ajuda do Padre Jorge, um polaco que já se acostumou a vir por esta altura dar-lhe  a sua ajudinha, consegue reduzir, em tempo, o prolongado da Visita.   

           Para contentar a todos a Visita é feita alternadamente pelos diversos lugares de ambas as freguesias, Bajouca (Leiria) e Carnide (Pombal).  E com a curiosa particularidade de em cada um desses lugares ser celebrada Missa, prosseguida de Convívio, em casa de um paroquiano que para o efeito a disponibiliza e que por norma é dos últimos do lugar a receber a Visita. Este ano, na Bajouca Centro, a  Visita calhou no dia, 28 de Março, Sexta-feira de Páscoa, e teve inicio às 18h00 para assim facilitar as pessoas que trabalham e só depois das 17h00 regressam  a casa.

          Como tenho o privilégio de ser vizinho da Residência Paroquial fui dos primeiros a receber a Visita, aqui também muito original com o Sr. Padre Abel a ser acolitado pelo Fernando "Ladeira" que veio propositadamente de França para participar nas cerimónias  pascais da sua aldeia, do Rui da  Belita ", sempre pronto para o que der e vier, e de  duas caras "novidade" que este ano deram à Visita um ar feminino: a Isabel Sousa e a Catarina da Madalena "Ladeira".  Uma equipa à maneira, esta!

          A celebração Eucarística teve início às 20h00 e no fim deu-se o Convívio. A casa disponibilizada foi a do Ramiro "Rato", na Rua Conº Góis.  Muito participada e só faltou quem não pode ou não fez lá falta.

          Aqui o anfitrião dá as boas vindas a todos os presentes que saúda erguendo um "porto" em honra deles, da minha também que por afinidade até somos aparentados.

          Foi de arromba! Que o digam as imagens  que mostram aqui os olhares dos comensais apenas fixos na mesa, a fazer lembrar aquele adágio que diz: " Ovelha que berra, bocado que perde". 

          Chegada a altura dos donos da casa dizer entre si: "vamos nos deitar  que as visitas querem ir embora", foi então o momento de cada um começar a guardar as sobras do que levou para uma ceia partilhada, e de seguida se encaminhar em direcção ao Virgílio Sousa, onde foi ofertado  um cafezinho que alguém pagou a todos os presentes. Pareceu-me ser benzido...

          O bonito fui ali. Enquanto eles falavam de si... e dos outros...; elas, fugindo à regra, deitam mão do baralho masculino e vai de sueca até alta madrugada. Assim é que é: Haja paz , haja alegria!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:07


Festa do Folar

por aquimetem, em 16.03.08

          Hoje, Domingo de Ramos, foi um dia em cheio para quem transmontano ou duriense vive em Lisboa ou arrabaldes. Ou então para quem, como eu, tenha amigos que neste dia se lembraram  festejar o  aniversário e de me convidar  para cantar os parabéns e brindar com o tradicional champanhe. É Semana Santa, mas como diz o padre Filipe, não é razão para os cristãos andarem tristes, mas pelo contrário alegres porque a ressurreição se dá neste lapso.

          Mas o dia, neste caso a tarde, tinha como disse, outras surpresas para quem de terras de além Marão faz parte da poderosa colónia transmontana de Lisboa, que para este data marcou a Festa do Folar e do Azeite, que nas instalações do  conceituado Externato Marista (ao Alto dos Moinhos) decorreu com elevado grau de qualidade e participação.

 

           Em espírito é possível estar em mais que um lugar ao mesmo tempo, mas fisicamente só num. No entanto quando se quer e se vence o comodismo o corpo quase que corre ao ritmo do pensamento...Assim aconteceu, comigo.

          Tinha-me comprometido com o Vice - Presidente da Mesa da Assembleia-Geral da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, a passar pelo certame e palavra de transmontano não deve voltar a trás. É certo que serviu aqui aquele adágio que diz "Mais vale tarde que nunca". Mas em prejuízo meu, pois  que não pude aproveitar o muito do que de bom teve a festa, como por exemplo a actuação e a arruada (pela Estrada de Benfica) da Banda de Murça, ou ainda a exibição do Grupo Folclórico da Casa de Cinfães de Lisboa.

          Mas ainda fui a tempo de surpreender Dr. Artur, como sempre, excelente conversador, e captar uma foto, onde também figura um fotografo que parece distraído...

          Mereceu a pena, pois fiquei a conhecer parte das amplas instalações do Externato dos Maristas, em Lisboa, da força que representa a presença transmontana na capital e da influência que a Casa de Trás-os-Montes tem nos meios  sociais e culturais da cidade alfacinha.

          Gostei do que vi, dos muitos expositores de produtos da nossa região, e dos artistas que fazem parte do Grupo Maranus, e da gente transmontana que ao som da música do Maranus dançou e animou o certame. Ah! E gostei sobretudo ter encontrado pessoas que já não via há muitos anos, como, Prof. António Guilhermino Pires, de Murça, e Dr. Jorge Valadares, de Chaves; bem como o Padre Saldanha que de Fátima veio propositadamente assistir à festa do folar

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:42


Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2013
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2012
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2011
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2010
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2009
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2008
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2007
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2006
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D