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o cú duma vaca

por aquimetem, Falar disto e daquilo, em 29.10.09

          O Grupo Alegre e Unido ( GAU) da Bajouca que este ano celebra os seus 40 anos de vida, promoveu mais uma das suas originais iniciativas que por curiosa vou divulgar aqui.    

          Aconteceu no passado domingo, dia 25, e por incrível que pareça levou e prendeu, nessa tarde, mais gente no Campo das Pedras, do que por vezes na maioria das tardes de futebol ou doutra qualquer actividade desportiva.

          Na origem desse desmedido interesse esteve na vaca que aqui se vê a olhar para a objectiva  e com o rabo virado para uma assistência, empenhada vê-la largar as fezes, pois o dito popular de que a "m ....  dá sorte", neste caso e aqui até  parece  verídico.  

         O jogo constou ou consta em desenhar no recinto desportivo um quadriculado, em tabela, onde figuram os respectivos numeros a sortear. Depois desse labor, quando chegada a hora de dar inicio ao festim, a vaca  é conduzida para dentro daquele  espaço,  cercado por rede de arame, para de fora se poder ver bem, ficando os assistentes, que jogaram ou não, à espera  que o bicho tenha vontade...E enquanto esperam vão fazendo força com gestos e barulho  a ver se a vaca os atende...    

          Foi uma tarde alegre e bem passada em que o restaurante do Grupo gastou tudo quanto a cozinnha aprontou para um almoço muito participado em que a carne assada e o churrasco como sempre são preferidos. Mas no bar as sandes de porco assado não ficaram atrás e perto de oitocentas foram à vida.

          Sorte para o GAU e muito mais para o nosso amigo José Marques, o "Marquitos", que depois da muita cerimónia por parte da vaca no largar o "presente"  acabou por vê-la descarregá-lo no nº 385 e assim como prémio leva-la consigo  para a  Bajouca de Baixo. Pela minha parte confesso, nunca vi tanta gente a olhar para o cú duma vaca    

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publicado às 20:39


12 comentários

De Costeira da Murta a 02.11.2009 às 13:42

O Zé da Bolacha
Antes do mais, felicito o repórter , por finalmente ter reaparecido neste seu sítio do perfil.
Já tinha saudades das reportagens sobre a Bajouca e ainda bem que voltou.
Por falar em bosta ou bosteira , que é assim que se diz na Bajouca quando se fala em dejectos de vaca, há mais de quarenta anos, transitavam pelos caminhos da nossa terra, algumas pessoas com alcofas (recipientes feitos de junco) e uma pá ou enxada , a apanhar bosta, que era utilizada como fertilizante.
O mais conhecido era o Zé da Bola ou o Zé da Bolacha, precisamente porque se dedicava a apanhar a bosta nos caminhos.
Eram das pessoas mais desfavorecidas, porque nem vacas tinham.
Nesses tempos, quase todas as famílias possuíam uma vaca ou uma junta de vacas, assim como todas as alfaias agrícolas associadas . E eram autónomos em toda a lida.. da subsistência.
Hoje em dia haverá poucos Marquitos ", da Bajouca de Baixo" , quem sabe talvez também o nosso prezado "Coveiro", que nasceu nos Salgueiros, a possuírem estes animais...
Os Zés da Bolacha de agora, já só apanham bonés.
Parabéns ao GAU , por não desistir de ser Alegre e Unido.

De aquimetem, Falar disto e daquilo a 02.11.2009 às 14:35

Muito obrigado pelo comentário. Da Bajouca há sempre que dizer, só que nem sempre estou em cima do acontecimento por ali não residir. Mas sempre que arranjo oportunidade e assunto procuro dar-lhe o meu realce. Também na minha região de origem, Basto, havia o mesmo costume, mas ali, rico e pobre se vissem uma bosteira no caminho e perto de leira ou campo seu, era ver quem primeiro a apanhava. Até se dizia lá, que a trampa dá sorte. Isso não sei, mas que aduba a terra, sim. Vacas, na Bajouca , ainda se vêem passar com frequência na rua a puxar os tradicionais carros de tracção animal, cujo nome dos proprietários não sei. Como também as deve haver no curral, para engorda ou produção de leite. Desconheço, não é do meu foro. Que a iniciativa do GAU merece ser louvada, não há dúvida, e precisamente por isso é que Costeira da Murta uma vez mais se manifestou em da Bajouca . Bem haja.

De mg a 06.11.2009 às 12:04

O Senhor está ficando muito vaidoso!
Já não se alembra, com que se tapava a porta ao forno, nas casa onde se cozia as broas de pão de centeio , bolas de carne e de sardinha ...!
Isto sim, era cozinha portuguesa!
Há que por os pontos nos iiis!

De aquimetem, Falar disto e daquilo a 06.11.2009 às 14:09

Não é ser vaidoso, mas sim farto de lidar com ela, e agora até na política só ver disso estampado no comportamento dos eleitos: bosta . Era isto que desejava ouvir-me dizer? Ainda me não esqueci do termo, mas como se tornou tão corriqueiro deixo que os modernistas se sirvam dele... Um abraço

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