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A Padroeira de Almoçageme

por aquimetem, em 25.04.14

 NS da Graça de Almoçageme 

Almoçageme é uma simpática aldeia da freguesia de Colares (Sintra) que vigilante fica situada entre a  decantada serra de Sintra e o mar. Aldeia tipicamente saloia e fértil em recursos naturais, os quais sem duvida estiveram na origem do desenvolvimento rural deste acolhedor lugar, onde para além da agricultura e pastorícia, também os recursos marinhos, que lhe ficam à mão, influíram substancialmente. Assim foi de facto até primeiro que os recantos e encantos de Almoçageme não fossem profanados, e novas profissões se vieram juntar ao tradicional, e em muitos casos perverte-lo. Que houve alteração di-lo a noticia que recolhi: “hoje a variedade profissional dos habitantes de Almoçageme é notória, continuam a existir a agricultura e a pesca, mas o comercio parece ser uma das atuais preferências, desde a hotelaria ao artesanato, passando pela decoração e restauração. É uma localidade muito procurada nos meses de férias, e também aos fins de semana. Mas o que me trouxe a falar desta localidade não foi a sua importância económica e turística, mas o de como a minha aldeia em Mondim de Basto estar também confiada à proteção de Nossa Senhora da Graça, que de Almoçageme é padroeira. Senhora da Graça que rezam as crónicas tem ali festa anualmente “durante cinco dias que coexistem em festa profana de agradecimento divino, uma procissão devota que percorre toda a vila, uma festa que encerra o ano agrícola e o fim da época estival, juntando-se assim na mesma data as tradições milenares e as comemorações religiosas”.

Capela ou igreja de Almoçageme

À volta do culto graciano nesta aldeia a historiadora Maria Teresa Caetano, em conjunto com Joaquim Leite produziu uma edição, completa e definitiva, onde narra a origem e os usos da Festa da Nossa Senhora da Graça, que têm lugar em Almoçageme desde 1758. Fica portanto divulgada mais uma terra onde NS da Graça é cultuada desde meados do século XVIII, e tem lugar no primeiro domingo  de Outubro, com cinco dias de função, onde pelos vistos os “saborosos bolos" da Festa de Nossa Senhora da Graça são de comer e chorar por mais. Se calhar vou lá este ano.

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