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Quatro meses depois

por aquimetem, em 18.01.13

 

          Desde meados de Setembro que não gozava um fim de semana na capital do barro leiriense, aconteceu agora, quatro meses depois. Uma daquelas partidas com que a vida por vezes nos presenteia, esteve na origem deste interregno que sobretudo à minha cara metade, por bajouquense que é, mais custou aguentar. Mas tudo bem, ontem, dia 17, quebrou-se o enguiço e, estrada fora, eram 12:30h eis-nos na Bajouca Centro prontos para almoçar e no fim o cafezinho da ordem e a cavaqueira, entre amigos já muito ansiosos por este  reencontro, no Café Sousa.   

         Da cavaqueira recolhi a noticia que mais desejava saber, a de que a Bajouca é uma das freguesias que a final acaba por não ser extinta, o que também caso acontecesse era o mais lamentável atentado à dignidade de uma população e de uma terra que em apenas 40 anos transformou uma modesta aldeia rural, na freguesia mais dinâmica e acolhedora do concelho de Leiria.

          Criada freguesia, a 17 de Dezembro de 1971; e paróquia, a 2 de Fevereiro de 1972, a Bajouca é das terras que de facto ganhou com essa promoção, uma vez que todo o sentimento bairrista do povo bajouquense se mobilizou para dar à terra a imagem que tem hoje, e que é orgulho de quem lá nasceu ou vive. As datas foram festejadas com animação ao longo do ano que acabou e o lema foi: " 40 anos a construir e a celebrar".Não pude acompanhar de perto o  evento alusivo ao encerramento desta quase maratona de anos percorridos, mas tenho o prazer de nela ter entrado em Agosto de 1972, e desde então ser da Bajouca um acérrimo divulgador do seu património histórico e cultural nos jornais O Mensageiro, o Elo e A Voz do Domingo. 

 

          Já sem aquela pedalada de inicio, ainda assim lá vamos dando as nossas corridinhas e quando não apetece há sempre o empurrão de familiares e amigos para nos dar força e animação. Assim não fora, desta vez nem em este post podia publicar, pois deve-se à generosidade da minha vizinha Bela que me cedeu a Internet; depois com a chuva que estava àquela hora, a visita da Saudade à Emília do ti Silvino, à mana Biatriz e à casa do jardineiro do Marco, não se fazia sem a amizade da Isabel Neto que pacientemente nos conduziu e acompanhou por essas estações todas.

           Aqui numa das estações as três manas à volta da fogueira da Beatriz: Saudade, Beatriz e Maria Emilia, com a Isabel Neto a fotografar as "três Ratas".

           No momento da despedida, a Saudade em dialogo com a sobrinha Zezita Afonso, que me contava o pai, e a mãe confinou agora, que quando a filha nasceu estavam as obras de prolongamento da estrada da Bajouca a chegar onde hoje estão os depósitos da água, à Costeira da Murta. Um registo a ter em conta para quem gosta de fazer hiistória.

         E o resto da via sacra decorreu com paragem no Largo dos 13 para do talho do Ribeiro trazer as “lentriscas” de que tanto gosto e o meu colesterol reprova. Visita feita, agora há que  aguardar até à próxima deslocação. Isto em data assinalável, pois há 32 anos, a 18 de Janeiro, a Bajouca inaugurava o campo desportivo das Pedras, hoje recordado por calhar no dia em que a São do Sr. Manuel jardineiro faz 50 anos.      

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publicado às 15:00


4 comentários

De mg a 18.01.2013 às 18:01

Olá! Pena estar de chuva...
Continuação de boas melhoras é o que se deseja.
Que as excelentíssimas irmãs se reúnam à lareira, por muitos anos!
Saúde.

De aquimetem a 18.01.2013 às 19:48

Eu agradeço por elas, mas na família e amigos não falta quem do comentário tome conhecimento e aprecie. Bem haja

De Raul Silva a 24.01.2013 às 01:37

Foi com muito agrado que vi as fotos que publica neste artigo e li os textos, que para além de me darem óptimas notícias, também me fizeram recordar o passado. Obrigado tio Costa e continue a fazer este tipo de trabalhos que para mim são de grande valor.

De aquimetem a 28.01.2013 às 17:31

Obrigado Raul! Embora não escreva para ser louvado, ver de vez enquanto um daqueles bajouquenses generosos e agradecidos vir a terreiro manifestar o seu apreço, por quem da sua terra berço fala e divulga, é sempre muito agradável. O meu muito bem haja.

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