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Dia 8 de Dezembro

por aquimetem, em 08.12.11

         

           Como reza o adágio é de “manhã que começa o dia”, por isso não esperei, como ontem aconteceu, de deixar para de tarde a minha participação na Eucaristia deste dia Santo, e em vez de como tinha pensado ir às 19h ao Oratório de São Josemaria, onde também uma Novena com Missa e Salva Rainha cantada decorreu em honra de Nossa Senhora, antes decidi por me ficar pela minha área de residência e na modesta, mas muito acolhedora  igreja de São Lourenço, dar por finalizada a tarefa de viver o melhor que pude esta Novena da Imaculada Conceição. Novena em que num dos textos que serviram para meditação no Oratório de São Josemaria, se recorda: " A Novena da Imaculada Conceição é um costume que se foi enraizando na Igreja para preparar a grande Solenidade do dia 8 de Dezembro.

          São Josemaria aconselhava aos seus filhos do Opus Dei que cada um a vivesse pessoalmente, no modo que considerasse mais oportuno; pondo mais empenho na conversação com Nossa Senhora, com delicado esmero na oração, na mortificação, no trabalho profissional; e procurando que os familiares, amigos e conhecidos - quantos mais melhor - se abeirassem de Jesus Cristo por intermédio da nossa  Mãe. A Jesus sempre se vai e se "torna" a ir por Maria (São Josemaria, Caminho, 495)". A foto que recolhi esta manhã no reservado ao Santíssimo Sacramento da Eucaristia, na igreja de São Lourenço, é um bom exemplo com a imagem  de Nossa Senhora ao lado do sacrário. 

 

          E ao terminar da jornada seria ingratidão minha e de qualquer português com sentimentos patrióticos não se lembrar, nesta data, daquele nosso rei que nas Cortes de 28 de Dezembro de 1645, conduziu os três Estados do Reino a elegerem  NªSª da Conceição, por defensora e protectora de Portugal e seus territórios. Alias, D.João IV intitulava-se não só soberano de Portugal, mas também Senhor da Guiné e da Conquista, Navegação e Comercio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia.

        A deliberação solene aconteceu a 25 de Março, dia de Ramos, de 1646, perante toda a Corte, tendo então D. João IV, pronunciado: " - assentamos de tomar por padroeira de Nossos Reinos e Senhorios, a Santíssima Virgem, Nossa Senhora da Conceição, na forma dos Breves do Santo Padre Urbano 8º. obrigando-me a aceitar a confirmação da Santa Sé Apostólica e lhe ofereço em meu nome e do príncipe D. Theodósio, e todos os meus descendentes, sucessores, Reinos, Senhorios e Vassalos a Sua Caza da Conceição sita em Vila Viçosa".  Passados cerca de 25 anos a Igreja confirmou o delibrado por D. João IV, e  Portugal vê reconhecido o seu amor à Virgem Santa Maria, cuja festa a 8 de Dezembro vem em tempo de Advento ajudar na preparação do Natal.  Ele está aí, vamos entrar no 3º Domingo do Advento.

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publicado às 19:52


2 comentários

De mg a 10.12.2011 às 22:53

Esta coisa da religião ter linhas divisórias faz-me uma certa confusão- A Opus Dei...- que São Josemaria Escrivá manda rezar a Jesus, mas pelo intermédio de Nossa Senhora...isto faz confusão a quem é religioso mas leigo a estas regras.
Cá eu rezo a Jesus directamente e a Nsa.Senhora também, directamente.E acabou-se!
O rei D.João IV tinha um bocado a mania das grandezas.Queria ser soberano deste mundo e do outro.
Depois lá acendeu a velinha para Deus para compensar da vaidade, com esta de nomear a Sra. da Conceição Padroeira de Portugal...eu é que o topo...
...E lá está a Novena acabada...rezou pelos amigos?

De aquimetem a 13.12.2011 às 15:35

Cada um é livre de pensar como quer, foi por isso que Deus nos dotou com essa faculdade. Mas ser capaz de ter as ideias certinhas e alinhadas é uma grande virtude que só os santos sabem cultivar e transmitir aos seus devotos ou simples admiradores. São Josemaria além de grande devoto de Nossa Senhora era um exemplo de amor à Igreja e às almas por isso o Beato João Paulo II o tinha no número dos seus amigos fieis. E em todo o mundo tem filhos dilectos a rezar por toda a humanidade. Em suas casas, na rua, no trabalho, nas horas de lazer e na igreja quando devem, já que os fieis do Opus Dei não são religiosos , são cristãos vulgares que apenas procuram servir sem se servirem da Igreja Católica. Quanto ao D. João IV o que sei dele é que nem rei desejava ser, e se fez Rainha de Portugal a Nossa Senhora oferecendo-lhe a coroa real também demonstra muita Fé e desprendimento . Penso eu, assim. São opiniões de português à antiga portuguesa...

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