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          Festa bonita, alegre, farta e participada esta em que tomei parte graças a um amistoso convite dos pais da Catarina que no passado dia 12 do corrente pelo Sacramento do Matrimónio ficou ligada ao seu marido Bruno.

          Família numerosa, unida e respeitada quer da parte da noiva, bajouquense, quer da lado do noivo, monte-redondense; não admira por isso que muitos fossem os convidados a participar da alegria dos noivos e de seus pais e parentes próximos. Para "matar o bicho" cedo começaram a chegar ao telheiro dos pais da noiva os muitos convidados, alguns até vindos propositadamente de França, como por exemplo a senhora francesa que de óculos se vê a observar a mesa. Mas o mesmo aconteceu com outros idos de Lisboa e de  Leiria ou um Padre Soares que de fugida desceu de Tortosendo (Covinhã) à Bajouca, sua terra natal,  para somente em nome da Igreja presidir ao Sacramento  Matrimonial destes noivos seus amigos.

          De forma a evitar os acostumados atrasos que nestas cerimónias nada dignificam o respeito pela pontualidade, o casamento foi marcado para as 10h30, já a contar com meia hora de tolerância. Foi  o suficiente,  e às 11h00 lá estava o Sr Padre Soares no Altar, e a igreja de Santo Aleixo da Bajouca quase repleta como em qualquer dia de preceito.

          Aqui a Catarina e o Bruno já integrados no rol dos responsáveis por mais um lar cristão, deixando-se fotografar diante do Altar.

          Enquanto os noivos se deixam fotografar e felicitar pelos amigos no interior do templo, a Madalena e o Arménio meditam no acontecimento e rogam a Deus por eles. Agora o que querem e pedem são netinhos! 

          Á porta da igreja um carro muito especial esperava para transportar os noivos até ao local onde decorreu a boda. Depois da foto em conjunto os noivos entraram para uma viatura dos BV de Leiria que conduzida pelo pai do noivo os vai levar à Quinta do Ti Lucas, um fino e acolhedor espaço hoteleiro situado em Vale Coimbra (Ranha de Baixo) Pombal, com capacidade para mais de 700 pessoas.

          Pois! É que eu ainda não tinha dito aqui que este simpático casalinho forma uma dupla de generosos Soldados da Paz, em serviço no Quartel dos BV de Monte Redondo, por isso o merecido direito a serem transportados na dita viatura e conduzidos por um graduado da meritória Corporação, por sinal o pai do noivo.     

           Aguardando no largo fronteiriço à Quinta do Ti Lucas que os noivos fossem os primeiros a transpassar o portão de entrada, os convidados todos bem dispostos iam trocando entre si conversas de ocasião. 

          Chegado o momento, os noivos abrem a porta da viatura, dão uma olhadela para ver o panorama e não tardou que atrás de si todo o cortejo desse entrada num espaço hoteleiro que prima pela qualidade e bom gosto. Alguém ali comentou, muito em segredo, que  nunca tinha assistido a uma festa destas com os espaços tão bem preenchidos, e eu corroboro a observação, até pelo facto de assistir a uma sessão de ilusionismo que me fez recordar os meus tempos de ilusionista Jaucop que fui. Parabéns Gil Magik!  

          Aqui um aspecto da  ampla e acolhedora sala de jantar onde muito animado decorreu o farto e bem servido repasto que se prolongou noite fora, com uma ementa recheada de sabores.  

 

          Que a festa esteve animada é uma verdade, e nem o Sr Padre Abel escapou à tentação de perder um pouco do seu descanso da noite para ao fim do dia sempre em missão de serviço ao próximo poder associar-se  à alegria de todos os presentes, mormente dos seus paroquianos bajouquenses.

           Dança o pai, dança a mãe, dança a filha e dança o filho....

          ....Dança tudo, minha gente....

          ...... Até o Arménio dança! Parabéns e para os noivos muitas felicidades e muitos "bombeiritos"...  

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publicado às 09:33


10 comentários

De mg a 19.06.2010 às 23:28

Linda Festa, o casamento dos dois bombeiros e engraçado!
Gostei da viatura...
Vi ali o seu lugar na mesa, pois estava lá a sua senhora...os pratinhos ainda não tinham nada, foi por isso que deixou fotografar, antes que se visse , cheio!
O sr.Padre Abel, também com uma cara bem disposta...
Já sabia que o sr. fez em tempos, ilusionismo; vem nos Dicionário dos Ilustres Transmontanos, de Barroso da Fonte!
Sim senhor, grande casamento. Esperamos que se- jam sempre felizes!

De aquimetem a 21.06.2010 às 00:13

Grande observadora! Até nos pratos repara, e acertou. Só que não foi com vergonha de mostrar o que como que sai da mesa, saí em serviço.... Mas foi realmente um evento que muito apreciei, até porque tenho muita estima por toda aquela família em festa. E já hoje vi gente dessa família nos écrans da TVI que por amigos do Verbo Divino foram este fim de semana até Tortosendo , donde foi transmitida a missa televisiva . O Sr. Padre Abel não deve ter ido, mas vi que foi o seu vigário paroquial, padre Virgílio Boa semana .

De mg a 21.06.2010 às 00:32

Pois fique sabendo, que também eu, vi a missa do Verbo Divino...ponho sempre para a minha mãe ver ao Domingo quando não está no local dela para ir à igreja, Mas ela vai todos os dias à missa, pode faltar de vez em quando ao Domingo...
Mas tem graça que até me lembrei do senhor!
Vê como estou atenta?
Boa semana e não estrague a net outra vez!!

De Catarina e Bruno a 21.06.2010 às 11:35

Olá ;)
Daqui é a Catarina e o Bruno,os noivos deste casamento que aqui foi relatado e muito bem!
Quero agradecer esta fabulosa descrição,pois não poderia ter sido melhor.
Agradecemos imenso a vossa presença na nossa festa!
Muito muito obrigada e aguardamos a vossa visita aqui no nosso lar.

Beijinhos e abraços
Catarina e Bruno Pereira

De aquimetem a 22.06.2010 às 14:13

Ora vamos então a pôr a escrita em dia! Que aproveito para em primeiro lugar felicitar a Mg por estar sempre em cima do acontecimento e preocupada com as partidas que de vez em quando o meu computador e nete me pregam; e depois retribuir à Ccatarina e ao Bruno Pereira as generosas saudações que me expressaram aqui. Bem hajam.

De mg a 22.06.2010 às 17:34

O Compadre não me diga que já se está aprontado para ir ao petisco a casa dos noivos, só porque eles foram delicados a convidar!
Olhe que os noivos ainda estão de lua de mel.
Tem tempo...

De aquimetem a 22.06.2010 às 19:08

Antes disso ainda vou participar noutra boda, e assim juntar as visitas a casa dos noivos para depois nas férias poder bater ao ferrolho de cada um dos casalinhos e ver o jeito e gosto das cozinheiras. . Chame-lhe tolo! Chamo, chamo.

De Costeira da Murta a 24.06.2010 às 18:09

Em tempo de guerra não se limpam armas!...
Começo por apresentar aos noivos e suas famílias os meus muito sinceros parabéns e que os bombeiritos , se vierem, sejam recebidos das mãos de Deus.
A noiva e sua família é quem conheço melhor, mas pelo tamanho do "carro", bem se nota que a do noivo não lhe fica atrás.
O ambiente aqui muito felizmente reportado pelo estimado repórter, fez-me recuar uns quarenta e cinco anos.
Nessa época, ainda havia a Capela da Bajouca , com a entrada principal virada a poente.
O arraial, embora se pudesse transitar em toda a volta da capela, era o espaço aberto confinado a sul pela estrada, a poente pela casa da Ti Rata donde seguia um muro tipo bancada onde se vendiam os andores das festas , a norte pela casa e taberna do Ti Zé Rato e a nascente, do lado sul da capela, por um terreno de semeadura em triângulo, que tinha ao centro uma majestosa figueira de pingo de mel.
Os casamentos desse tempo realizavam-se durante as Missas do Domingo e toda a gente ficava no arraial à espera dos noivos.
Era uma festa, não só para os noivos e famílias, mas para todo o povo e miudagem.
Em recompensa, os convidados dos noivos, lançavam para o meio do povo, imagine-se, amêndoas cruas, muitas, uma chuva delas.
Os putos, esgravatavam o que podiam para as apanhar. Meia volta lá aparecia um com um olho à belenenses e às vezes, também os vidros das casas dos irmãos Maria e Zé Rato, ficavam em cacos...
Outros tempos..
Hoje não seria possível devidos ao medo das doenças, mas não há notícia de que alguma vez alguém ficasse doente por comer amêndoas apanhadas do chão.

As maiores venturas para esta nova família.

De Costeira da Murta a 28.06.2010 às 15:44

Penitência...
Apresso-me a a comentar o meu próprio comentário para me penitenciar das rasteiras que a desatenção e por vezes a pressa me pregam.
Pretendia eu dizer que a noiva e sua família é quem conheço melhor e me merecem a devida vénia, mas pelo tamanho do "carro", bem se nota que a do noivo também deve ser da primeira água.
Depois falei numa majestosa figueira de pingo de mel. Que era majestosa, lá isso era, mas de pingo de mel é que não.
A seguir referi-me a um muro, tipo palanque onde se vendiam os andores nas festas, só que dos meus maduros cinquenta e alguns anos, lembro-me sim dos ditos serem apregoados e vendidos no barracão da Capela, mais ou menos onde hoje está a escadaria principal da nossa bonita Igreja.
Por fim, porque em tempo de guerra não se limpam armas, os miúdos esgravatavam na terra, por vezes poeirenta, à cata das doces amêndoas, dadas, digo, lançadas pela comitiva dos noivos.
Bolas, bolas, assim não irei longe com tantas gralhas.
Saudações.

De aquimetem a 02.07.2010 às 18:35

Que bela descrição etnográfica nos deixa aqui o Sr. Costeira da Murta! Bem haja. Pois meu caro, no sábado passado que foi dia de São Josemaria Escrivá deixei a Missa de memória que foi celebrada na igreja de Fátima, em Lisboa, para vir participar em mais um casamento de gente da Bajouca Centro. E quem me diz a mim que no meio de tanta gente boa não andava por lá também o misterioso Costeira da Murta? Não digo nada, pois o que importa é que relatos da história antiga da Bajouca surjam em comentário de vez enquanto e o bom humor nos ajude a vencer a crise que o Sócrates nos criou. Daqui também um bem haja para a minha conterrânea Mg .

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