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Pela força da fé

por aquimetem, em 27.05.10

Fachada principal da Sé de Leiria, tendo como pano de fundo a torre da capela de São Pedro, junto ao antigo Paço Episcopal

           Foi um fim de semana em beleza, este que decorreu de Sexta-feira, dia 21, a Domingo, dia 23. A conferência de imprensa que em conjunto D. António Marto, Bispo de Leiria /Fátima, e Raul Castro, presidente da Câmara Municipal de Leiria, deram no passado dia 12 de Abril já deixava prever o êxito que se veio a confirmar em relação à anunciada "Festa da Fé:Rosto(s) da Igreja Diocesana", iniciativa que a Diocese, em   colaboração com o Município, escolheu para assinalar a data da sua criação e também o Dia da Cidade, 22 de Maio.  

Fachada sul da Sé de Leiria

          Para D. António Marto, a Festa da Fé surge na sequencia do tema do Ano Pastoral em curso na Diocese, e no desejo de avaliar pelo êxito que viesse a  ter, e teve,  o testemunho da vitalidade que reina na comunidade cristã que lhe foi confiada. A adesão e envolvimento dos fieis no certame foi tão participativo que nem sequer se levanta a mais pequena interrogação.

A imagem original de N.S. de Fátima que figura na Capelinha das Aparições.

          Com um programa recheado de interesse religioso, histórico, recreativo e cultural, a jornada que teve por cenário o centro da cidade, abriu às 20h30 de 6ª-feira, e o seu momento alto foi às 21h15, com chegada da Imagem da Capelinha das Aparições ao Posto de Turismo, donde partiu em procissão até à Sé. Depois foi o abrir  das tendas de exposições e barraquinhas, e muita animação musical a cargo dos grupos Leiricanta e Cantares de São Romão.         

 Sé - Promenor da Eucaristia vespertina, na tarde do dia 22 de Maio  

          O dia 22, Sábado, rompeu com a oração da manhã e exposição do Santíssimo na igreja do Espírito Santo, às 10h00. E á mesma hora as tendas de exposição e barraquinhas começaram a laborar dando movimento e cor à Praça Paulo VI. Enquanto no Teatro José Lúcio da Silva, em Sessão Solene Comemorativa do Dia da Cidade, o Dr. António Bagão Félix, dava conferência subordinada ao tema: " A solidariedade no Mundo contemporâneo".  

          Da parte da tarde é o Professor Doutor Saúl António Gomes quem às 15h00, no Teatro Miguel Franco, profere também uma esclarecedora conferência,  sob o tema " A Igreja na Identidade da Região", e logo a seguir, às 18h00, é o P. Dr. Virgílio do Nascimento Antunes quem, no mesmo local, vem dissertar sobre "A dimensão de Fátima na Diocese". Estes alguns  dos pontos fortes que a par de espectáculos para crianças e adolescentes, concertos musicais, festival de canção jovem e  actuação de grupos corais deram vida e animação a uma  iniciativa que trouxe pela 1ª vez  à cidade de Leiria a imagem de Nossa Senhora de Fátima que raramente sai da Capelinha das Aparições. Esta, agora, foi  a 11ª vez que desde 1942 aconteceu.   

           Os objectivos quer do Sr. Bispo de Leiria/Fátima, quer do Sr. Presidente da Câmara Municipal de Leiria foram alcançados, com as vigararias, os movimentos  e serviços da Diocese e da Cidade empenhados em dar  o seu melhor a este evento que surge inspirado numa experiência alemã que também  resultou. 

           Como ao longo de toda a jornada, a Festa da Fé  terminou no Domingo, dia 23, com um programa muito sedutor em que se destacou a Festa do Escutismo/CNE, às 09h00, pelas ruas da Cidade; às 11h00 , a abertura das barraquinhas; às 14h00, a abertura das tendas de exposição, e às 15h00, canto do hino "Akathistos" - Grupo Coral do Santuário de Fátima, na Sé.

           O dia e a jornada comemorativa culminou com a Procissão da Sé para a Praça Paulo VI, onde às 16h30 houve a Missa de encerramento, seguida de Procissão para o adro da igreja de Santo Agostinho, e por fim a despedida da imagem de Nossa Senhora e encerramento da Festa.   

          Um verdadeiro êxito, demonstrativo do que é uma comunidade viva e empreendedora capaz de mover montanhas pela força da fé.  Parabéns a Leiria que tão bem soube, agora, festejar os 463 anos da sua elevação a cidade e paralelamente da criação da Diocese, no ano de 1545, pelo Papa Paulo III, com a  Bula " Pro excellenti apostolicae sedis".   

 
Inicio da Missa vespertina do dia 22 de Maio
 
Sé de Leiria vista por dentro

Uma das equipas de voluntários que ao longo da jornada se foram  rendendo

          Na "mini-expo" que reuniu na cidade as diversas comunidades, serviços, organismos e actividades do Concelho e da Diocese Leiria/Fátima, houve  a  preocupação de diversificar as mostras correspondentes a cada vigararia ou mesmo organismos, dando assim uma panorâmica mais abrangente e global da região. No referente a comes e bebes a freguesia e paróquia de Santo Aleixo da Bajouca chamou a si o encargo de colocar ao dispor dos  inumeros visitantes uma lista com: saborosos rojões, broa, pão com chouriço, febras, vinho caseiro, pasteis de nata e café de maquina. Eu fui pelas febras e o pastelinho da ordem. 

 

 A alegria é uma característica do povo generoso e voluntarioso da Bajouca.

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publicado às 09:06


6 comentários

De Costeira da Murta a 03.06.2010 às 17:20

Nostalgia 1
Tal como o meu falecido pai, também eu sou um "perdido" pelo Cidade de Leiria.
Num período muito feliz da minha infância, para nós os dois, não havia ali segredos, principalmente na tortuosa rua Direita, que vai do Terreiro à Sé.
...E nas transversais a essa rua que vão dar aos Balcões, como dia o meu pai, ou seja, à Praça Rodrigues Lobo, onde numa das quais havia um talho que tinha churrasqueira?!
Era uma mimo. Para almoçar mandava-se pesar um naco de entremeada que seguia directamente para as brasas... meio pão escuro, um copo de tinto e uma gasosa.
Meia volta passo por lá, mas nesse sítio, creio, agora fabricam-se especialidades de doçaria, mas do cheiro divinal daqueles grelhados, não me vou esquecer...
Dali, até ao Mercado de Santana, era um pulinho e para a merenda, bastava uma ou duas merendeiras com passas e claro, mais um tinto e uma gasosa...
Num quiosque de esquina, que ainda existe na praceta exterior, meio em segredo, o pai consultava a lista de prémios da lotaria e é claro que , em surdina me dizia "não digas nada à mãe!" e eu cumpria.
Três mil reis e quinhentos centavos de bilhete e cerca de meia hora depois estávamos em Monte Redondo.
A pedal até à Bajouca , talvez outra meia hora. Se não arranjasse boleia para mim, lá tinha que gramar, de ladecos, o cú no quadro da bicicleta, mas só nas rectas planas ou nas descidas, porque a subir, tínhamos que ir a pé.
Que saudades...
Hoje, dia em que se celebra o Corpo de Deus, por certo também teve lá lugar a tradicional procissão, onde durante um bom punhado de anos cheguei a participar.
Para não alongar mais, mando daqui os parabéns ao sucessor dos Bispos João, Alberto e Serafim, pela feliz iniciativa, pois a Fé merece sempre ser festejada.
E para isso, as gentes da Bajouca deram o seu melhor e segundo me constou, com muito sucesso.
Ao estimado repórter e aos primos da foto, aquele abraço.
... continua.

De aquimetem a 03.06.2010 às 20:24

Rico comentário-reportagem este do caro Costeira da Murta, que nos leva a "visitar " mentalmente a Leiria doutrora e que eu já não conheci assim, embora lá tenha casado em 1976. Também uma cidade que aprecio e visito habitualmente. Gostei, em Dia do Corpo de Deus! E também agora começo a perceber a razão porque o Sr. Costeira da Murta,ainda me não foi bater ao ferrolho e se identifica: é que gasosa só na casa em frente, no Café Sousa, que certamente conhece, muito melhor do que eu. Um abraço

De mg a 05.06.2010 às 00:44

Festa bonita na Sé de Leiria.Uma cerimónia solene, mas também vê-se que, muito alegre e comparticipada.
Então o sr.Costeira da Murta: entremeada cortada e posta logo ali a grelhar...pãozinho com passas e vinhinho com gasosa, que bom! Se eu gostava também...
O conterrâneo veja se arranja lá para a sua casa arrelvada, um vinhinho daquele de Pias, a ver se o apanha lá pela sua casa, para ver-mos quem é...
A sua reportagem e o comentário tão pitoresco, do sr.Costeira da Murta deixaram neste post umas pinceladas bem acolhedoras, um lindo quadro.

De Costeira da Murta a 08.06.2010 às 12:19

Nostalgia 2
...Até ao lavar dos cestos é vindima!
Corria o ano de 1971. A mais nova da prol de onze e a seista das irmãs, já contaria para aí com cerca de ano e meio.
O pai, muito orgulhoso do seu "rebanho" que era sustentado à custa de inimaginável suor com o que a terra podia dar, mais do resto fiado nas tabernas do nosso lugar, não podia deixar de fazer uma fotografia de família .
Chegou a vez da mãe pôr as mãos à cabeça: Mas como é que pode ser? Não temos roupa do Domingo em condições para esta tropa toda tirar uma fotografia... e como é que vamos a Leiria e o farnel? Oh meu Deus, que preocupação! Não me parece nada boa ideia... e para além do mais vamos demorar mais de meio dia e os porcos e as galinhas e o alfobre tem que ser regado!...
Enfim, preocupações de mãe!
Mas o pai dificilmente mudava de ideia e lá fomos encafurnados numa carinha velhinha com o alto patrocínio do Ti Manelzito , um grande amigo da família.
Para além do deslumbre de ir à cidade, tirámos uma fotografia de família, onde nem todos ficaram aprumados e ainda tivemos direito a um naco de pão com marmelada e claro está, gasosa à descrição...
Mas, a bondade de Deus não tem limites e a generosidade dos meus pais não a traiu
E porque até ao lavar dos cestos é vindima, pouco tempo depois nasceu a nossa muito querida irmã mais nova.
No início de 1974, voltámos a repetir esta odisseia, com muito poucas diferenças.
E as fotografias lá estão e são históricas!

De mg a 08.06.2010 às 23:51

Bonito... Muito gostava de ver a fotografia de familia. Familia feliz, coisa rara.
Parabéns; diria o conterrâneo se tivesse net, mas não tem, já há uma semana.
É um gosto ouvir os relatos do senhor, e esta descrição de familia, faz-nos recordar velhas peripécias das nossa própria familia, muito semelhantes.
Foi um prazer cá passar.

De aquimetem a 16.06.2010 às 12:49

Mas quem será esse Sr. Costeira da Murta, que nem com os dados até ao momento expressos ninguém sabe decifrar quem seja? Mais inteligente do que eu, a minha conterrânea vai de lançar o barro à parede só que o Sr. Costeira da Murta não cai na esparrela de se retratar..., penso eu. Identificados ou não o importante é que enriqueçam este blog com as suas intervenções oportunas e sempre culturais. Um abraço

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