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passeio barato!!!

por aquimetem, em 19.03.10

          Há muito que já não visitava a Rainha das Praias de Portugal, a Figueira da Foz! Aconteceu no passado dia 15, graças a um convite que casualmente me foi dirigido por uma simpática e muito gentil senhora, cujo nome não revelo, que na tarde desse dia tinha de lá ir em missão de serviço. Ao aceitar o convite tive em atenção além de fazer companhia à amável condutora, aproveitar para calhando me  encontrar com o meu amigo Filipe, o da Praia  da Claridade, que não sei porquê, pôs fim a um dos blogs mais interessantes que no campo da blogosfera tenho visto. Não foi possível esse encontro, pois com a pressa esqueci-me de levar a agenda onde consta a direcção. Também não perguntei se a condutora tinha tempo disponível, o mais certo é que não. 

           Em contrapartida, esta minha condutora, de olhar trocista e malandro, alheia ao projecto que eu levava em mente, compensou o meu falhanço  com uma ronda, explicada ao pormenor, através da parte nova e de toda a sedutora marginal da cidade que muito deve  à presidência municipal  do Dr. Pedro Santana Lopes. De Buarcos até junto à Estação da CP,  a Figueira mantém o seu bom gosto urbanístico, agora com o edifício azul, e em forma de barco, a manter a diferença. Parabéns Figueira da Foz,  terra do também meu saudoso amigo Fausto Caniceiro, o autor de Areias Movediças, com quem tantas vezes privei nos congressos de magia ocorridos no Casino. Tempos que já lá vão!

          Uma Figueira em evolução! Já sem a ponte velha da EN109, mas outra bem delineada, creio que do tempo de Cavaco Silva como  1º Ministro,  a  substitui-la . Do seu tabuleiro e em andamento tirei uma foto que mostra o estuário do Mondego e  parte da cidade que do lado direito margina o rio. 

          Depois desta, em jeito de viaduto sobre o estuário das salinas e da antiga seca do bacalhau, outra ponte contigua e na sequência do percurso foi construída recentemente facilitando o movimento rodoviário  em toda a EN.109, mas aqui, muito  em particular, a zona da Gala e Cabedelo, ou seja a margem esquerda do Mondego e oposta à cidade.  

          E como entrei, antes de atravessar o Mondego; agora de regresso, pelo mesmo trajecto, deixo a Figueira e, pela Gala, voltei ao ponto de partida, para com a minha condutora  tomarmos  um cafezinho no Sousa, da Bajouca Centro. E atenção: nunca se diz que não a um convite de senhora com "S" grande. Foi ir e vir, mas valeu a pena, e ficou-me o passeio barato!!!  Bem haja, mamã do Paulinho.

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publicado às 18:46


4 comentários

De Mg a 20.03.2010 às 11:49

FELIZ DIA DO PAI E DE S.JOSÉ!!!
Já tinha estado no "VILAR DE FERREIROS para ver se havia a festa dos JOSÉS...mas não houve festa eate ano...
Sempre na passeata...bastou a mamã do Paulinho lhe dar um bocado do bolo de anos, no outro post, para o compadre se colar a ela para ir à Figueira ver os melhoramentos dos "PSDs"...Também se deve às gentes e aos turistas...«sempre a puxar a brasa à sua sardinha». A Figueira da Foz é um lugar sempre agradável de ver!
Pena este senhor da "Praia da Claridade", nunca mais se viu cá...
E o Sr-Custeira da Murta, que será feito dele também? Está cá a fazer falta...sempre de humor finissimo...
Um abraço e bfs, como diz o conterrâneo.

De aquimetem a 20.03.2010 às 23:26

Sempre em cima do acontecimento. Grande mondinense! O Sr. Costeira da Murta só aparece quando o rei faz anos e o assunto lhe desperta atenção. Isto talvez porque receie que se lhe descubra a careca, que não é a minha. Foi, foi um rico passeio que dei até à Figueira, e mentalmente percorri e revivi tempos idos. A mamã do Paulinho é uma rica cicerone para falar da Figueira actual, pois do antigamente também eu conheço um pouco, e até do trabalho de S. Lopes. Também bfs para si.
Olhe que já noticiei a festa de São José que ontem ocorreu no Fojo ( Vilar de Ferreiros - M. de Basto).

De Costeira da Murta a 31.03.2010 às 01:21

E a ponte?
Era assim que um muito estimado Bajouquense interpelava os irreverentes contadores de histórias da vida real.
Nos anos 40, alguns rapazes da Bajouca , para além dos afazeres da terra, também faziam fretes, com carros de bois ou vacas, carregados de púcaros de barro, da Bajouca para Pombal e outros sítios, por vezes pela noite e madrugada fora.
Muitas vezes faziam estes percursos atormentados pela escuridão, mas o seu verdadeiro pavor era transpor as pontes dos ribeiros, pois muitas não tinham gradeamentos ou muros laterais de protecção e o gado tinha medo e os riscos de azar eram muitos...
Por outro lado também se contava na minha infância aquela história de dois cavaleiros andantes, um jovem e outro mais maduro por que acaso se encontraram e seguiram juntos na mesma direcção.
Então o rapaz, querendo meter conversa, disse ao mais velho que lá na terra dele havia uma velha que tinha um cão enorme, talvez do tamanho de uma vaca!
Depois de um prudente silencio, o mais velho retorquiu :
- Olha rapaz! Lá em baixo há uma ponte que vai abaixo sempre que por ela passa um mentiroso!!!
Depois de algum tempo, o rapaz ponderou e disse que talvez o cão não fosse tão grande, mas que to tamanho de um carneiro era!!!
Mais um longo silêncio e chegaram à ponte.
O mais velho passou e o mais novo não.
Perguntou-lhe então o mais velho:
- Então rapaz, não passas?
Cabisbaixo o moço lá disse que pensando bem a velha não tinha cão nenhum... Passou a ponte e ela não caiu!!
O nosso repórter não se afoita em fantasias, não vá a ponte cair e vai daí documenta sempre tudo com boas e belas fotografias e junto das melhores companhias...
Com que então já tinham saudades do Costeira?

De aquimetem a 31.03.2010 às 12:41

Com prosa desta é que se enfeitam bem os temas que dizem respeito à capital do barro leiriense, contados por quem sabe e os viveu ou vive. Parabéns ao meu atento comentador e contador. Mentir é uma coisa, não dizer a verdade toda é outra, além de que um facto real contado sem um certo empolamento torna-se monótono , ainda que as belas fotografias completem a exposição do assunto. Não é essa a opinião do amigo Costeira da Murta? Volte mais vezes, mas volte mesmo.
Uma Santa Páscoa, são os meus votos!

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