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em tempo de férias

por aquimetem, em 25.09.09

 

          Nesta casa de campo que na capital do barro leiriense me acolhe sempre que em tempo de férias ou fins de semana prolongados troco a confusão da cidade pelo sossego e paz duma qualquer aldeia portuguesa, vivi este verão momentos de inesquecível regozijo que a companhia de familiares e amigos me proporcionaram ali.

          Sempre casa cheia, este ano para satisfação minha a ocupação dos aposentos além de mais demorada também aumentou. Em Agosto foi a companhia já habitual de um casal de   conterrâneos meus, o Borges e  Fátima, que por norma aproveitam a ultima quinzena do mês para aqui repousar. Mas ainda o mês não tinha chegado ao fim e logo da cidade de Vila Real, descia a terras de Leiria, um casal de transmontanos meu familiar para durante as três primeiras semanas de Setembro em família convivermos.

          No domingo, dia 6, foi a vez de, acompanhada por sua sobrinha Sybille, se juntar a nós a  cidadã alemã, Srª. Edelgard Schoene, administradora do programa que  a Acção Agrária Alemã (welt, hunger, hilfe),  desenvolve em Angola. Foi a primeira e muito   curta visita a destas ilustres visitantes a Portugal, apenas uns 8 dias.  Mas pelo sorriso que seus rostos espelham ao lado da minha mana  Amália, da minha cara-metade e do meu cunhado Manuel Reis, creio que a promessa de que voltarão com mais vagar numa próxima oportunidade não é do tipo das promessas feitas por Sócrates aos portugueses. Sejam bem-vindas, pois com amor, amor se paga!...

 

           A tradição dos meus convidados de honra ir a casa da minha cunhada Beatriz "Rata" tomar o cafezinho à antiga portuguesa foi respeitada e dessa feita lá juntei a todos num fim de jantar, o que é sempre um momento de bom convívio e animação.


          Cristão ou não cristão vir a Portugal e não visitar o "Altar do Mundo" é uma pena que em algumas circunstância possa acontecer. E pior é se por negligência da lusa raça faltou o sentido cristão que sempre nos caracterizou. Mas como disse o tempo que as minhas ilustres convidadas trouxeram era escasso e não para fazer quilómetros, mesmo assim disponibilizaram-se para visitar o Mosteiro da Batalha e os pontos mais importantes de Fátima, como capela das aparições, basílica, igreja da SSTrindade, e até os fragmentos do muro de Berlim. No sábado, dia 12, era o regresso da Sybille, à Alemanha, e a partida da Srª. Edelgard para  fora da Europa.

           A Prova é uma simpática aldeia da freguesia de Pinheiro (de Lafões), Oliveira dos Frades onde tenho um amigo de verdade há mais de "dois carros" ( 80 anos) ali nascido: o Sr. Padre António Ângelo Marques Loureiro.

          Já só com o casal de familiares por companhia  no passado dia 18 guiado pelo GPS do meu cunhado Reis deixamos a Bajouca por volta das 09h30 e cerca das 12h30, entrando por  Reigoso, estávamos  na Prova, a bater à porta do Sr. Padre Ângelo. Depois da recepção e do lauto almoço que a "menina  Augustinha"  confeccionou foi o passeio em busca do cafezinho. 

          No fim do café e da visita à muito bem cuidada capela da aldeia, era desejo do nosso anfitrião nos levar a visitar  uma recolha de objectos e alfaias agrícolas em vias de extinção que com a denominação "Prova, contradições" num espaço particular e vizinho da capela uma dinâmica provense faculta a quem quiser apreciar. Por azar a senhora nesse dia não estava na terra e a visita ficou por fazer. Paciência.

          Já uma vez o disse: este Sr. Padre Ângelo deve ser o padre português mais viajado, o seu livro "(Des) aventuras do p. antónio (ângelo)" dão disso uma breve ideia. 

          Com a calma que lhe advêm de verdadeiro filho de Deus e servo fiel da Igreja de Cristo, aqui o temos deixando-se fotografar ao lado de minha irmã, da minha esposa, da D. Helena, uma senhora nossa amiga comum que radicada há muito no Brasil, está agora de  férias em Portugal, e de sua irmã Augustinha, tudo isto seria normal se não fora o facto de na manhã seguinte, dia 19, o Sr. Padre Ângelo, a "menina Augustinha" e a D. Helena partirem  em viagem para Itália.        

          Como não há uma sem duas, nem duas sem três, depois do passeio que a  24 e 25 de Agosto fiz e já divulguei no blog Ao sabor do tempo e do que agora acabei de relatar  em relação à beirã aldeiazinha da  Prova, este ano o meu prolongado período de férias grandes encerrou com um passeio a um sítio de interesse histórico e turístico que há muitos anos não visitava: o Vimeiro.

          Em vez do hotel das termas ou do hotel golf-mar que em tempos conheci de perto, os bravos dos "chicotes" que na Guiné desde 1969/03/01 a 1970/12/31 integram a Companhia de Cavalaria 2486, este ano escolheram o Vimeiro para no amplo restaurante "O Braga" se reunirem e em animado convívio recordarem episódios passados em campanha e tempo de guerra.

          Foi mais um convívio cuja organização se deve ao nortenho Sr. José Salvador Rodrigues dos Reis que residente na Foz do Douro (Porto) achou por bem escolher este local dos arredores de Torres Vedras para equilibrar a distância que entre terras  separa muitos desse antigos camaradas.  

          Não fui combatente, mas senti prazer em conviver com estes ex-militares que em terras da Guiné defenderam a bandeira Portuguesa que ao tempo era o  mesmo que  defender o  povo guineense. E mais sensibilizado fiquei quando no meio dos participantes vejo figurar um rosto que não era de europeu, o que demonstra que os portugueses eram e são ainda estimados pelos povos de outros continentes com quem durante séculos conviveram. Por esta oportunidade e animado convívio os  meus agradecimentos ao ex-cabo-mecanico  Manuel Joaquim dos Santos Reis, que para tomar parte nesta jornada forcei a fazer da minha casa de campo seu  e meu quartel-general até ao passado dia  20. Que castigo!

          Este é o poste de família com os participantes que vieram e quiseram ser retratados, muitos faltaram por não poder  e outros porque já não são deste mundo. Neste convívio faltou uma coisa, uma missa de acção de graças pelos que ainda cá estão e de sufrágio pela alma dos que já deixaram de combater....

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publicado às 22:36


2 comentários

De mg a 27.09.2009 às 17:43

Linda e repousante Casinha... E cada um tem aquilo que merece!...Belo pequeno almoço que eu tomava ali ao pé da relvinha , debaixo do telheiro.
Desejo que a use muito, e com muita saúde, com todos os seus; os seus e pelos vistos esses amigos todos que angaria o Conterrâneo, dado estar sempre rodeado de gente .Vê-se que tem uma vida social em pleno.Será que é por ser boa pessoa?!
Parabéns por ser uma pessoa solidária.

De aquimetem a 27.09.2009 às 19:51

Mas é como, dizem ser, a Sé da Guarda, muito bonita por fora e feia por dentro. A Sé, sei que é mentira pois gosto muito dela, a minha casa, pobre por dentro , mas o jardim disfarça....Bom inicio de semana

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