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A Procissão dos Passos da Graça

por aquimetem, em 19.03.14

A Procissão do Senhor dos Passos, de Lisboa, é a mais antiga do género e nela está a raiz de todas as demais que se fazem em solo português ou que já tenha estado abrigado à sombra da bandeira das Cinco Quinas. Como o culto a NS da Graça, também esta procissão deve a sua propagação aos frades Agostinhos  do Convento da Graça que, em 1587, autorizaram a fundação da Confraria de Vera Cruz e Passos de Cristo, ao  pintor Luís Alvares de Andrade. A Confraria tornou-se famosa e ganhou importância na cidade de modo que nos finais do século XVII passou a chamar-se Irmandade da Vera Cruz e  Passos de Cristo, e nessa condição institui a realização anual da Procissão do Senhor dos Passos da Graça. Procissão que por norma acontecia no 2º domingo da Quaresma ou na semana a seguir ao Carnaval, geralmente uma 5ª-feira,  e saía  da Igreja da Graça, onde se encontrava a imagem do Senhor dos Passos, luxuosamente vestida. Fazia o seu trajecto até à Igreja de São Roque, onde pernoitava e onde os devotos tinham a oportunidade de beijar os pés da imagem. No dia seguinte, 6ª feira pela tarde, iam Suas Majestades à igreja de São Roque assistir à missa e orar. Após isso, a Procissão seguia o seu percurso de regresso, pela Rua da Misericórdia, Largo do Chiado, Rua Garrett, Calçada Nova do Carmo até chegar ao Rossio e ao Largo de São Domingos. Daqui passava à Rua do Benformoso, Largo do Terreirinho, Calçada de Santo André, para chegar, já pela noite, à igreja da Graça onde se recolhia.

Actualmente a imagem do Senhor dos Passos é transportada para a igreja de São Roque, não em procissão, e o  memo sucede com a imagem de Nossa Senhora da Soledade para a igreja de São Domingos. Ambas se separam do seu solar da Graça por alguns dias para voltarem a juntar-se no momento do "Encontro" que acontece no Largo de São Domingos, e aconteceu no passado domingo, dia 16.

Aguardando a chegada da Procissão que desce do Bairro Alto, o Padre Vítor Gonçalves, prior de Santa Justa e Santa Rufina, com o acólito José Nunes a seu lado, está preparado à porta da sua igreja para no momento do "Encontro" recordar aos circunstantes o significado da cena.

  

 Entretanto o cortejo encabeçado pelo pendão da Real Irmandade da Santa Cruz e Passos da Graça chega ao Lg. de São Domingos

Muitas irmandades, paróquias, instituições e associações religiosas, civis e militares vêm integradas numa Procissão carregada de simbolismo cristão que para o padre Nuno Tavares, pároco da Graça, ao abordar a importância desta evento em tempo de Quaresma na Lisboa de hoje, mereceu este comentário: "Há uma felicidade diferente, que se vê até muito no fim da própria procissão", explica. "Exprimimos aquele que é o conteúdo da nossa fé, perante os outros e até perante nós. É bom sentirmos que estamos a percorrer as ruas da nossa cidade. E os outros não ficam indiferentes de maneira nenhuma". 

  Integrado vêm também um bom punhado de homens valentes para aguentar com o peso dos  andores. O do Senhor dos Passos, desde São Roque até São Domingos; depois de São Domingos à Graça, mais o de Nossa Senhora da Soledade. Como curiosidade li de António Stichini que o trajecto tem a mesma distância da 'Via Crucis' de Jerusalém por determinação  do instituidor da procissão, em 1587

 

 

 E com uma boa parte do tradicional percurso feito, descendo de São Roque, pelo Largo Trindade Coelho, Rua da Misericórdia, Rua Garrett, Rua do Carmo e  Lg. 1º de Dezembro,  a Procissão chega ao Largo de São Domingos, um dos pontos altos desta festa, com a cerimónia do Encontro do Senhor dos Passos com sua mãe, Nossa Senhora da Soledade.

 

 O andor do Senhor abranda a marcha e de dentro da igreja sai ao seu encontro o andor de Nossa Senhora. É o Encontro amoroso da Mãe com o Filho.

 Este ano presidida pelo Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, o cortejo antes de prosseguir ouviu atentamente o que acerca do momento se ofereceu dizer com saber e convicção do Sr. Padre Vítor Gonçalves

 O tempo passava e por volta das 17:00h a Procissão deixava o Largo de São Domingos pela Rua D. Antão de Almeida, Travessa Nova de São Domingos, Rua da Palma, Praça do Martim Moniz, Calçada dos Cavaleiros, Calçada de Santo André e finalmente percorrida a distância que separa o Bairro Alto do Bairro da Graça. Da muitidão anónima cada um por si acompanhando a Cruz, com a sua cruz que mais ou    menos pesada todos carregamos

  

O vídeo dá uma breve mostra do momento do Encontro, e ouvir a voz do Padre Vitor Gonçalves

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publicado às 13:44


Só para convidados

por aquimetem, em 07.03.14

O "Entrudo" já lá vai, e agora entramos na Quaresma; tempo de preparação para a Grande Festa Cristã: a Pascoa da Ressurreição de Senhor. Mas como tempo de Quaresma também é tempo de alegria, vou dar um cheirinho do que foi o corço na capital do barro leiriense.

Como já disse, este ano não assisti a um evento que na Bajouca costumo ver e  até já fui figurante algumas vezes. A concentração por norma tem sido na Bajouca Centro, pois ali,  além do Adro e do amplo Olival há um Salão Paroquial que no caso de ser preciso abriga e alberga muita gente.

 

E foi o que sucedeu no passado domingo, dia 02. O corço que este ano tinha sido transferido para o Largo dos 13, e assim quebrar a rotina do sempre no mesmo lugar, não deve ter agradado a Santo Aleixo que combinado com São Pedro, mandou as torneiras abrir. E o nosso João Poeta aproveitou para dar largas à garganta.

Com o tempo desfavorável foi alterado o programa e o desfile acabou por se fazer no Salão, com a Bajouca Centro favorecida por jogar em casa. Até o Fernando Ladeira aproveitou para se desfazer do fumeiro e da rica pinga da sua adega.

Com tema livre e ao gosto e engenho das pessoas e associações bajouquenses, até os tolhidos  do reumático que frequentam o ginásio na classe Viver Activo para desengonçar as articulações  se esqueceram das maleitas e de palhinhas coloridas aparecem a jogar ao arco. Se lá tivesse ido era neste grupo que alinhava

 Com tema livre e ao gosto e engenho dos participantes dos lugares e associações, a Bajouca Centro escolheu o tema "Ali Babá  e  os Quarenta Ladrões", onde a piada fina não faltou e com pontaria acertada...

Na cena parece haver "Toino"; mas madeira "Afonso" há com certeza. O "Pedro Abrunhosa" não podia faltar e foi um êxito no "Vamos fazer o que ainda não foi feito...." 

 

Para avaliar do engenho e arte dos figurantes houve um júri presidido pelo Sr. Padre Abel que veio propositadamente de Fátima para esse efeito.

 

 No programa da Bajouca Centro constava cada um levar farnel para depois comer no Largo das 13, como ficou sem efeito o programado desfile, nem por isso o farnel deixou de se consumir para satisfação destas caras sorridentes que colaboram na organização.

Terminado o desfile no Salão e depois de dar animação à festa, deixam a folia entregue a quem ficou e foram desmascarar-se ao mesmo sítio donde partiram: à casa da Fernanda do Zé João, que muito bem engravatada de novo os recebeu. E minha gente, carnaval foi ali ! Mas só para convidados. As imagens falam por si.

 

 

 

 

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publicado às 10:10


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